Estão abertas as inscrições para os Minicursos do VI SIALAT.

Os Minicursos ocorrerão no dia 1/12/2026, na véspera do evento, nos expedientes da manhã e da tarde. É facultativo inscrever-se em mais de um Minicurso, porém observe antes se não há sobreposição de horários. 

A inscrição ao Minicurso é independente daquela efetuada para o VI SIALAT e, portanto, corresponde a uma taxa própria, e para cada Minicurso. Os certificados serão fornecidos logo após o término do VI SIALAT, por email.

Os Minicursos ocorrerão nas dependências do NAEA, campus da UFPA com duração de 02h00 e de 04h00 horas. 

Os Minicursos irão transcorrer no horário das 08h00 às 18h00.

Antes de se inscrever leia os termos de cada Minicurso e faça sua escolha para evitar enganos.  

Lista de Minicursos

1. Corpos, margens e resistências: povos e comunidades tradicionais em movimentos contracoloniais

Carga horária: 2 horas
Vagas: 50
Ministrantes: Joércio Pires da Silva e Luis Eduardo da Silva Costa

Resumo: O minicurso discute os conflitos socioambientais e territoriais enfrentados por povos e comunidades tradicionais diante de grandes empreendimentos e projetos de desenvolvimento. A atividade relaciona racismo, direitos territoriais e resistência contracolonial, utilizando escrevivências, poesias, imagens e músicas como formas de produção e compartilhamento de conhecimentos.

2. Legislação aplicada ao uso de drones: atualizações, regulamentação e operação segura

Carga horária: 4 horas
Vagas: 30
Ministrante: Hugo de Souza Ferreira

Resumo: O minicurso apresenta as principais normas brasileiras para utilização de drones, incluindo as atribuições da ANAC, do DECEA e da ANATEL. Serão abordados cadastro de aeronaves, autorização de voo, planejamento de missões, gerenciamento de riscos, seguro, privacidade, responsabilidade do operador e procedimentos para a realização de operações seguras e regulares.

3. Estratégias antirracistas na América Latina e Caribe

Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrante: Kamila Gomes Borges

Resumo: O minicurso articula epistemologias ancestrais, práticas comunitárias e desenvolvimento sustentável por meio de experiências do Brasil, de Cuba e do México. A proposta aborda a Filosofia Bakongo, a tradição afrocubana Abakuá e o pensamento do Movimento Zapatista como referências para o enfrentamento do racismo estrutural, a preservação do patrimônio cultural e a construção de estratégias decoloniais.

4. Colonialidade do saber: desafios para as Ciências Sociais no século XXI

Carga horária: 4 horas-aula presenciais
Vagas: 50
Ministrante: Moema de Rezende Vergara

Resumo: O minicurso apresenta uma abordagem decolonial para analisar as relações entre ciência, instituições e poder. A partir das interseções entre gênero, raça e classe social, serão discutidos os efeitos do eurocentrismo sobre a produção do conhecimento, a exclusão de epistemologias não ocidentais e as diferentes formas de resistência intelectual.

5. Encantados, povos de terreiro e os saberes das matas: as recriações do mundo e os desafios contemporâneos das escritas compartilhadas

Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrantes: Izabel Maria do Espírito Santo Grosse (Mãe Izabel de Oxúm), Vitorino Leite de Sousa (Pajé Vitor) e Agostinho Junior Holanda Coe

Resumo: O minicurso propõe uma reflexão sobre as relações e os limites entre a escrita científica e os conhecimentos compartilhados por povos de terreiro e comunidades indígenas. Com base em experiências do Piauí, a atividade valoriza cosmovivências ancestrais e problematiza as dificuldades da ciência moderna para compreender saberes ligados às matas, aos rios, às florestas e às práticas tradicionais.

6. Educação em Direitos Humanos: o PODHE e as práticas de círculos de cultura freirianos como dispositivos de circulação de conhecimento em escolas públicas

Carga horária: 4 horas, distribuídas em duas sessões de 2 horas
Vagas: 30
Ministrantes: Susana da Silva Cardoso, Thaís Vieira Gutto e Wallesandra Souza Rodrigues

Resumo: O minicurso apresenta a metodologia do Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas, desenvolvido com docentes e estudantes de escolas públicas. A proposta utiliza pesquisa-ação e círculos de cultura inspirados em Paulo Freire para promover sensibilização, formação, vivências e construção democrática de conhecimentos sobre cidadania e direitos humanos.

7. Me pediram para pesquisar o estado da arte, o que é isso? Introdução à pesquisa acadêmica documental

Carga horária: 4 horas
Vagas: 20
Ministrante: Leandro Carneiro Oliveira

Resumo: O minicurso oferece uma introdução à pesquisa acadêmica documental e à elaboração do estado da arte. Serão trabalhadas a formulação de perguntas de pesquisa, a identificação de fontes, o uso de documentos e publicações científicas, a estrutura de uma pesquisa e as formas de divulgação do conhecimento produzido.

8. Metodologias de análise da imagem: modos de ver, olhar, pensar e imaginar

Carga horária: 4 horas
Vagas: 30
Ministrante: Leandro Rodrigues Lage

Resumo: O minicurso apresenta perspectivas teóricas e metodológicas para a análise de imagens, reunindo contribuições da cultura visual, das filosofias da imagem, das teorias decoloniais, da antropologia e da arqueologia das mídias. A atividade trabalhará criticamente com fotografias, filmes, vídeos, publicidade, arquivos e artes visuais, discutindo materialidade, regimes de verdade, espectatorialidade, alteridade e descolonização do olhar.

9. A coprodução em campo: memória, afetos e territorialidades na produção compartilhada de conhecimentos

Carga horária: 4 horas
Vagas: 25
Ministrantes: Uriens Maximiliano Ravena Cañete e Roberta Cristina de Oliveira Soares

Resumo: O minicurso aborda a coprodução do conhecimento em pesquisas de campo, reconhecendo comunidades e grupos sociais como participantes ativos da produção e interpretação dos dados. Serão experimentados recursos como rodas de conversa, mapas afetivos e jogos, relacionando memória, território e pertencimento a questões de autoria, devolutiva, validação e circulação dos conhecimentos produzidos.

10. Patrimônio, memória e identidade: cartografia participativa das referências culturais

Carga horária: 4 horas
Vagas: 40
Ministrantes: Jonathan Rodrigues Nunes, Magaly Caldas Barros, Ana Paula Neves Lins e Maria Goretti da Costa Tavares

Resumo: O minicurso discute as relações entre patrimônio cultural, memória, identidade, território e pertencimento, tendo Belém do Pará como referência. Por meio da cartografia participativa, os participantes construirão coletivamente um mapa de referências culturais, considerando lugares, práticas, saberes, celebrações, paisagens e bens materiais e imateriais reconhecidos pelas comunidades.

11. Ecologias políticas dos territórios: um campo de conhecimento e de lutas socioambientais

Carga horária: 4 horas
Vagas: 30
Ministrantes: Felipe Milanez, Gilca Garcia de Oliveira e Edna Castro

Resumo: O minicurso apresenta a trajetória da ecologia política na América Latina e no Caribe, abordando conceitos como extrativismo, dívida ecológica, corpo-território e conflitos ecológico-distributivos. A discussão relaciona justiça ambiental e defesa dos territórios às experiências de resistência indígena, camponesa, quilombola, afrodescendente e popular.

12. Rotas amefricanas da música latino-americana: corporeidade, ritmo e pedagoginga no ensino de História

Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrante: Kamila Gomes Borges

Resumo: O minicurso utiliza a música, o ritmo e o corpo como arquivos vivos de memória e fontes para o ensino de História. A proposta percorre conexões entre ritmos afro-brasileiros, afro-cubanos e afro-colombianos, articulando conceitos como Amefricanidade, Pedagoginga, Oralitura e Tempo Espiralar a práticas educativas antirracistas.

13. Cultura Oceânica e Extensão Universitária: saberes tradicionais numa perspectiva decolonial

Carga horária: 4 horas
Vagas: 38
Ministrantes: Suzana Cunha Lopes e Antonio da Silva Oliveira Junior

Resumo: O minicurso promove reflexões sobre Cultura Oceânica, sustentabilidade, extensão universitária, saberes tradicionais e decolonialidade. A proposta valoriza pescadores, marisqueiras e outras comunidades costeiras da Amazônia Atlântica como produtoras de conhecimentos, incentivando metodologias participativas e o diálogo entre universidade, sociedade e experiências ancestrais.

14. Quando a planta entra nas Relações Internacionais: commodities, territórios e conflitos socioambientais na América Latina e no Caribe

Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrante: Raylson Max da Silva Castro

Resumo: O minicurso analisa como plantas e culturas agrícolas se transformam em commodities e passam a integrar redes que envolvem agricultores, empresas, Estados, mercados e normas internacionais. A discussão relaciona Relações Internacionais, Agronomia, Ecologia Política e Desenvolvimento Socioambiental para compreender conflitos territoriais, dependência tecnológica e disputas por recursos e modos de vida na América Latina e no Caribe.