Estão abertas as inscrições para os Minicursos do VI SIALAT.
Os Minicursos ocorrerão no dia 1/12/2026, na véspera do evento, nos expedientes da manhã e da tarde. É facultativo inscrever-se em mais de um Minicurso, porém observe antes se não há sobreposição de horários.
A inscrição ao Minicurso é independente daquela efetuada para o VI SIALAT e, portanto, corresponde a uma taxa própria, e para cada Minicurso. Os certificados serão fornecidos logo após o término do VI SIALAT, por email.
Os Minicursos ocorrerão nas dependências do NAEA, campus da UFPA com duração de 02h00 e de 04h00 horas.
Os Minicursos irão transcorrer no horário das 08h00 às 18h00.
Antes de se inscrever leia os termos de cada Minicurso e faça sua escolha para evitar enganos.
COORDENAÇÃO:

Dayanne da Silva Santos (PPGSoc/Gedmma/UFMA): Mulher afro-indígena, educadora popular, mãe, socióloga, poeta e de terreiro. Doutora em Sociologia pelo PPGS/UFRGS. Pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCSoc/UFMA), integrante do Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (Gedmma/UFMA) e do Laboratório Urgente de Teorias Armadas (LUTA/UFRGS).

Elcio Costa do Nascimento (PGDR/UFRGS): Doutor em Desenvolvimento Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS), Mestre em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará e Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural da Amazônia.
Lista de Minicursos
1. Corpos, margens e resistências: povos e comunidades tradicionais em movimentos contracoloniais
Carga horária: 2 horas
Vagas: 50
Ministrantes:

Joércio Pires da Silva (PPGCSPA/UEMA): Lideranças quilombola do Território quilombola Santa Rosa dos Pretos/MA; Mestre em Cartografia Social pela UEMA; Educador pelo Justiça nos Trilhos (JNT); integrante do Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (Gedmma/UFMA).

Luis Eduardo da Silva Costa (PPGDH/UFPB): Mestre em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas pelo PPGDH/UFPB e integrante do Grupo de Estudos GESTAR/UFPB.
Resumo: O minicurso discute os conflitos socioambientais e territoriais enfrentados por povos e comunidades tradicionais diante de grandes empreendimentos e projetos de desenvolvimento. A atividade relaciona racismo, direitos territoriais e resistência contracolonial, utilizando escrevivências, poesias, imagens e músicas como formas de produção e compartilhamento de conhecimentos.
2. Legislação aplicada ao uso de drones: atualizações, regulamentação e operação segura
Carga horária: 4 horas
Vagas: 30
Ministrante:

Hugo de Souza Ferreira: Doutorando em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia PPGEDAM/UFPA; Mestre em Gestão de Riscos e Desastres PPGGRD/UFPA. Especialista em Geoprocessamento UFPA; Gestor Ambiental; Técnico em Cartografia do SGB, atua nas áreas de geotecnologias, gestão de riscos e desastres.
Resumo: O minicurso apresenta as principais normas brasileiras para utilização de drones, incluindo as atribuições da ANAC, do DECEA e da ANATEL. Serão abordados cadastro de aeronaves, autorização de voo, planejamento de missões, gerenciamento de riscos, seguro, privacidade, responsabilidade do operador e procedimentos para a realização de operações seguras e regulares.
3. Estratégias antirracistas na América Latina e Caribe
Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrante:

Kamila Gomes Borges: é historiadora, educadora social , professora e uma expressiva voz na preservação e difusão das matrizes africanas no Brasil. Nascida em Goiânia (GO), iniciou sua trajetória nas tradições de terreiro e na cultura popular em 1999, ao ingressar na Capoeira Angola, vertente na qual se tornou Treinela em 2014 e passou a ser discípula de Mestre Valmir Damasceno pelo Instituto Capoeira Angola Bahia (ICAA/Salvador). No âmbito espiritual, foi iniciada em 2010 no Candomblé Kongo-Angola, atuando como Mona de Nkisi e Kota.
Sua vivência comunitária e tradicional conecta-se diretamente à sua sólida formação acadêmica: é mestra em Ensino das Relações Étnico-Raciais e doutora pelo programa Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Desde 2016, coordena o projeto Roda de Saberes – Chamada de Angola, focado no fortalecimento e na sensibilização sobre as heranças africanas e indígenas em espaços comunitários.
Atualmente, atua como professora e pesquisadora na Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), onde leciona a disciplina de Política das Relações Étnico-Raciais no curso de Pedagogia. Na mesma instituição, coordena o projeto de extensão Kinsa Kindezi e o GT de Política das Relações Étnico-Raciais, vinculado ao Núcleo de Direitos Humanos. Além disso, integra o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFTO Palmas e o grupo de pesquisa Laroyê, consolidando uma atuação marcante na articulação entre a academia, o movimento social e os saberes tradicionais.
Resumo: O minicurso articula epistemologias ancestrais, práticas comunitárias e desenvolvimento sustentável por meio de experiências do Brasil, de Cuba e do México. A proposta aborda a Filosofia Bakongo, a tradição afrocubana Abakuá e o pensamento do Movimento Zapatista como referências para o enfrentamento do racismo estrutural, a preservação do patrimônio cultural e a construção de estratégias decoloniais.
4. Colonialidade do saber: desafios para as Ciências Sociais no século XXI
Carga horária: 4 horas-aula presenciais
Vagas: 50
Ministrante: Moema de Rezende Vergara
Resumo: O minicurso apresenta uma abordagem decolonial para analisar as relações entre ciência, instituições e poder. A partir das interseções entre gênero, raça e classe social, serão discutidos os efeitos do eurocentrismo sobre a produção do conhecimento, a exclusão de epistemologias não ocidentais e as diferentes formas de resistência intelectual.
5. Encantados, povos de terreiro e os saberes das matas: as recriações do mundo e os desafios contemporâneos das escritas compartilhadas
Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrantes:

Izabel Maria do Espírito Santo Grosse (Mãe Izabel de Oxúm):
Zeladora/Mãe de Santo da Tenda Espírita de Umbanda São Jorge Guerreiro/Teresina/PI, estudante de Serviço Social na UFPI, Mulher negra, com 62 anos de vida e uma jornada de mais de 40 anos de luta pela dignidade e direitos dos povos de terreiro do Piauí

Vitorino Leite de Sousa (Pajé Vitor): Pajé indígena/ Umbandista há mais de 30 anos, pertencente à etnia Tabajara Ypy, indígena de contexto rural e residente no Canto da Várzea, em Piripiri, Piauí. Pai de santo, curandeiro e especialista em medicinas indígenas, dedica a vida à preservação dos saberes tradicionais, à luta pelos direitos dos povos indígenas e à promoção da saúde e educação indígena no Estado do Piauí.

Agostinho Junior Holanda Coe: É professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí. É Coordenador do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão com Povos e Comunidades Tradicionais/PIAUIAFROINDIGENA. Tem dedicado suas últimas pesquisas às confluências entre os saberes ditos científicos e as cosmologias/cosmogonias dos Povos e Comunidades Tradicionais no Piauí.
Resumo: O minicurso propõe uma reflexão sobre as relações e os limites entre a escrita científica e os conhecimentos compartilhados por povos de terreiro e comunidades indígenas. Com base em experiências do Piauí, a atividade valoriza cosmovivências ancestrais e problematiza as dificuldades da ciência moderna para compreender saberes ligados às matas, aos rios, às florestas e às práticas tradicionais.
6. Educação em Direitos Humanos: o PODHE e as práticas de círculos de cultura freirianos como dispositivos de circulação de conhecimento em escolas públicas
Carga horária: 4 horas, distribuídas em duas sessões de 2 horas
Vagas: 30
Ministrantes:

Susana da Silva Cardoso: Cientista Social pela UFRN, é pesquisadora e educadora no PODHE/NEV-USP. Possui experiência em educação popular, processos participativos e garantia de direitos de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Thaís Vieira Gutto: Artista visual, educadora e pesquisadora no PODHE/NEV-USP, é doutoranda em Sociologia da Educação na FEUSP. É formada em Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais e Pedagogia, com mestrado em Habitação e especialização em Arte-Educação. Pesquisa Educação Pública e Direitos Humanos.

Wallesandra Souza Rodrigues: Mestra em Ciências Humanas e Sociais pela UFABC, é pesquisadora TT-IV/FAPESP no PODHE/NEV-USP. Atua no monitoramento e avaliação de políticas públicas de Educação em Direitos Humanos e pesquisa relações étnico-raciais, gênero e encarceramento de mulheres negras.
Resumo: O minicurso apresenta a metodologia do Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas, desenvolvido com docentes e estudantes de escolas públicas. A proposta utiliza pesquisa-ação e círculos de cultura inspirados em Paulo Freire para promover sensibilização, formação, vivências e construção democrática de conhecimentos sobre cidadania e direitos humanos.
7. Me pediram para pesquisar o estado da arte, o que é isso? Introdução à pesquisa acadêmica documental
Carga horária: 4 horas
Vagas: 20
Ministrante:

Leandro Carneiro Oliveira: é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL/UNEMAT – Campus Cáceres), na linha de pesquisa Estudos de Processos de Variação e Mudança, sob orientação da Profa. Dra. Cristiane Schmidt. É bolsista CAPES e Mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT). Possui especialização em Formação de Leitores e Escritores: Alfabetização Crítica e é graduado em Letras-Alemão pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Atualmente, integra os grupos de pesquisa SUPROF (Narrativas de Sujeitos-Professores em Formação – CNPq/UFMS) e MALALAS (Mulheres Amazônidas e Latino-americanas na Literatura e nas Artes – CNPq/UFPA).
Resumo: O minicurso oferece uma introdução à pesquisa acadêmica documental e à elaboração do estado da arte. Serão trabalhadas a formulação de perguntas de pesquisa, a identificação de fontes, o uso de documentos e publicações científicas, a estrutura de uma pesquisa e as formas de divulgação do conhecimento produzido.
8. Metodologias de análise da imagem: modos de ver, olhar, pensar e imaginar
Carga horária: 4 horas
Vagas: 30
Ministrante: Leandro Rodrigues Lage
Resumo: O minicurso apresenta perspectivas teóricas e metodológicas para a análise de imagens, reunindo contribuições da cultura visual, das filosofias da imagem, das teorias decoloniais, da antropologia e da arqueologia das mídias. A atividade trabalhará criticamente com fotografias, filmes, vídeos, publicidade, arquivos e artes visuais, discutindo materialidade, regimes de verdade, espectatorialidade, alteridade e descolonização do olhar.
9. A coprodução em campo: memória, afetos e territorialidades na produção compartilhada de conhecimentos
Carga horária: 4 horas
Vagas: 25
Ministrantes: Uriens Maximiliano Ravena Cañete e Roberta Cristina de Oliveira Soares
Resumo: O minicurso aborda a coprodução do conhecimento em pesquisas de campo, reconhecendo comunidades e grupos sociais como participantes ativos da produção e interpretação dos dados. Serão experimentados recursos como rodas de conversa, mapas afetivos e jogos, relacionando memória, território e pertencimento a questões de autoria, devolutiva, validação e circulação dos conhecimentos produzidos.
10. Patrimônio, memória e identidade: cartografia participativa das referências culturais
Carga horária: 4 horas
Vagas: 40
Ministrantes: Jonathan Rodrigues Nunes, Magaly Caldas Barros, Ana Paula Neves Lins e Maria Goretti da Costa Tavares
Resumo: O minicurso discute as relações entre patrimônio cultural, memória, identidade, território e pertencimento, tendo Belém do Pará como referência. Por meio da cartografia participativa, os participantes construirão coletivamente um mapa de referências culturais, considerando lugares, práticas, saberes, celebrações, paisagens e bens materiais e imateriais reconhecidos pelas comunidades.
11. Ecologias políticas dos territórios: um campo de conhecimento e de lutas socioambientais
Carga horária: 4 horas
Vagas: 30
Ministrantes: Felipe Milanez, Gilca Garcia de Oliveira e Edna Castro
Resumo: O minicurso apresenta a trajetória da ecologia política na América Latina e no Caribe, abordando conceitos como extrativismo, dívida ecológica, corpo-território e conflitos ecológico-distributivos. A discussão relaciona justiça ambiental e defesa dos territórios às experiências de resistência indígena, camponesa, quilombola, afrodescendente e popular.
12. Rotas amefricanas da música latino-americana: corporeidade, ritmo e pedagoginga no ensino de História
Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrante: Kamila Gomes Borges
Resumo: O minicurso utiliza a música, o ritmo e o corpo como arquivos vivos de memória e fontes para o ensino de História. A proposta percorre conexões entre ritmos afro-brasileiros, afro-cubanos e afro-colombianos, articulando conceitos como Amefricanidade, Pedagoginga, Oralitura e Tempo Espiralar a práticas educativas antirracistas.
13. Cultura Oceânica e Extensão Universitária: saberes tradicionais numa perspectiva decolonial
Carga horária: 4 horas
Vagas: 38
Ministrantes:

Suzana Cunha Lopes: Docente do Núcleo de Inovação e Tecnologias Aplicadas a Ensino e Extensão (NITAE), da UFPA e do Programa de Pós-Graduação em Criatividade e Inovação em Metodologias de Ensino Superior (PPGCIMES-NITAE). Co-líder do Grupo de Pesquisa em Metodologias Criativas e Inventivas da Amazônia (GCRIA).

Antonio da Silva Oliveira Junior: Formado em Física e docente da Educação Básica. Mestre em Ensino pelo Programa de Pós-Graduação em Criatividade e Inovação em Metodologias de Ensino Superior (PPGCIMES-NITAE/UFPA). Discente no curso de Especialização em Cultura Oceânica e Sustentabilidade pelo Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP-UFPA). Membro do Grupo de Pesquisa em Metodologias Criativas e Inventivas da Amazônia (GCRIA)
Resumo: O minicurso promove reflexões sobre Cultura Oceânica, sustentabilidade, extensão universitária, saberes tradicionais e decolonialidade. A proposta valoriza pescadores, marisqueiras e outras comunidades costeiras da Amazônia Atlântica como produtoras de conhecimentos, incentivando metodologias participativas e o diálogo entre universidade, sociedade e experiências ancestrais.
14. Quando a planta entra nas Relações Internacionais: commodities, territórios e conflitos socioambientais na América Latina e no Caribe
Carga horária: 4 horas
Vagas: 50
Ministrante:

Raylson Max da Silva Castro: Doutorando e Mestre em Desenvolvimento Socioambiental (PPGDSTU-NAEA/UFPA), Esp. em Geografia e Meio Ambiente (UFPA), Bacharel em Relações Internacionais (UNAMA) e graduando em Agronomia (UFRA).

Ruth Helena Cristo Almeida: Doutora em Ciências Agrárias pela UFRA e mestra em Sociologia pela UFPA. É professora da Universidade Federal Rural da Amazônia e líder do Grupo de Pesquisa em Relações de Gênero e Ruralidades Amazônicas (GERAR/CNPq), com atuação em relações de gênero e ruralidades amazônicas.
Resumo: O minicurso analisa como plantas e culturas agrícolas se transformam em commodities e passam a integrar redes que envolvem agricultores, empresas, Estados, mercados e normas internacionais. A discussão relaciona Relações Internacionais, Agronomia, Ecologia Política e Desenvolvimento Socioambiental para compreender conflitos territoriais, dependência tecnológica e disputas por recursos e modos de vida na América Latina e no Caribe.